Certas coisas a maquiagem não consegue esconder: milhares de mulheres vítimas da indústria da moda e da beleza!

(Texto de Alice Gabriel)


Quantas vezes você se olhou no espelho e sentiu-se frustrada com o que via? Quantas vezes pensou em ter aquele corpo "perfeito" de modelo? E porque você se desmerece tanto? Porque o SEU corpo não é suficientemente atraente? Isso acontece por que as pessoas valorizam a aparência em demasia, porque e para que se perder em dietas e cremes milagrosos, em simpatias e coisas parecidas? Somos belas como somos! Umas mais magras, outras mais gordinhas, em suma: DIFERENTES! Essa é a essência de nossa beleza, a diversidade. Você vai realmente querer ser igualzinha a todas as outras? Você vai realmente querer ser mais uma Barbie nessa imensa prateleira, pronta para ser comprada e usada? Ame seu corpo, mantenha-o saudável!! E não se esqueça: saúde não é sinônimo de magreza!!

Vamos acabar com os padrões de beleza! Se nós não o fizermos, quem fará?

Distúrbios alimentares- alguns dados


As desordens alimentícias são enfermidades mentais, e, como tais, apresentam um quadro sintomático perfeitamente definido para seu diagnóstico. Os sinais podem ser sentidos pela própria enferma, por sua amiga ou familiares, e os mais comuns são:
. distorção da percepção do próprio corpo
. intenso medo ou receio de ganhar peso
. tendência à depressão
. uso exclusivo de roupas muito largas
. controle obsessivo da comida
. controle do conteúdo calórico ou gorduroso da comida
. perdas consideráveis de peso

Anorexia Nervosa é uma desordem psico-fisiológica onde a paciente, com forte desejo de emagrecer além de sua condição normal, adota uma dieta extrema e pára de comer. Algumas se exercitam compulsivamente. Muitas desenvolvem bulimia, uma doença que pode atingir qualquer mortal que tenha um medo mórbido de engordar. A doença tem como característica principal o consumo rápido de grande quantidade de alimentos em curto espaço de tempo; purgação, com vômitos auto-induzidos, uso de laxantes, diuréticos, dietas restritivas, pílulas para emagrecer, jejuns e/ou exercícios rigorosos para prevenir o ganho de peso; preocupação excessiva e persistente com a forma corporal e o peso. 

Clique Aqui Para Ver Fotos de Mulheres com Anorexia

90-95% dos casos de anorexia e bulimia são encontrados em mulheres. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolver desordens alimentícias. Cerca de 10% dos casos relatados são em homens. O número pode ser ainda maior, pois muitos homens não reconhecem o problema ou têm vergonha de procurar um tratamento adequado, devido à velha concepção de que esses problemas atingem somente as mulheres. 

Segundo o informe do Instituto Nacional de Saúde Mental Norteamericano (NIMH), as desordens alimentícias apresentam as taxas de mortalidade mais altas de todas as patologias mentais: até 10% de suas vítimas morreram devido a complicações na saúde da paciente. Outro dado aponta que conviver com a enfermidade, ainda que em grau menor ou moderado, reduz a expectativa de vida em 20%.


A verdadeira ameaça que supõem as desordens alimentares não implica realmente em morrer de desnutrição (uma porcentagem muito baixa de todos os casos), e sim, por exemplo, na perda de nutrientes, desgaste cardiovascular, disfunções menstruais, descompensações hormonais, descalcificações ou danos irreparáveis no aparelho digestivo, desde a dentição até mesmo ânus. Para não mencionar as conseqüências psicológicas: ansiedade, depressão, angústia, estresse...

Sem dúvida,os fatores desencadeantes das desordens alimentícias vão muito além das razões estético-culturais. Baixa auto-estima, culpa, perfeccionismo, necessidade de controle de sua vida e independência, abusos físicos, sexuais ou emocionais, e depressão, são freqüentemente encontradas na base das pessoas afetadas.

Todas as fontes consultadas concordam que quanto antes se detecte e ataque a enfermidade, mais simples será sua erradicação. Por isso, nunca é demais procurar especialistas, ainda que seja só para tirar a dúvida.


*****************************************************

Conselho pode decretar o fim das modelos supermagras na Inglaterra 

*****************************************************


LONDRES, 22 Jun (AFP) - Um código voluntário de conduta foi aprovado durante um encontro extraordinário de chefes de redação das mais influentes revistas de moda, estilistas e fotógrafos. O código surge como resposta destinado a dar a seus leitores outra representação da mulher. Segundo o código, as modelos de aspecto famélico deixam de ter preferência nas revistas de moda 

Esta reunião, organizada com o patrocínio do governo britânico, foi realizada em função do número crescente de mulheres jovens que sofrem problemas de saúde, em conseqüência dos regimes alimentares forçados para emagrecer. 

A aplicação deste código de conduta pode decretar o desaparecimento das modelos de aspecto famélico das páginas das revistas femininas. Toda publicidade que envolva mulheres exageradamente magras deverá entrar em vias de extinção. 

Um conselho de auto-regulamentação, constituído por chefes de redação das mais famosas revistas de moda, estilistas e fotógrafos, teria a seu cargo a supervisão dos novos parâmetros da moda a serem transmitidos à imprensa feminina. 
"A indústria da moda é um mundo muito etéreo, e creio que recentemente tem se afastado demais da realidade", disse Liz Jones, redatora da revista Marie Claire."Um código de conduta de auto-regulamentação significaria, por exemplo, que se uma agência nos enviar uma modelo que é só pele e ossos, nós não a contrataríamos e pediríamos à agência e às outras revistas que não a empregassem", explicou a jornalista. 
Na Grã-Bretanha, um milhão de pessoas, em sua maioria mulheres, se submetem a regimes alimentares totalmente desequilibrados. Como resultado, a Associação Médica Britânica advertiu no mês passado 
sobre os efeitos negativos da apresentação contínua das celebridades "supermagras". Esse modelo, que as mulheres se esforçam em alcançar, as torna cada vez mais anoréxicas e bulímicas."Temos muita influência e podemos fazer algo a respeito", afirmou Liz Jones. 


*****************************************************
Dados cirúrgicos no Brasil
*****************************************************

Aproximadamente 400-600 propagandas nos bombardeiam todos os dias nas revistas, outdoors, na TV e nos jornais. Uma em cada 11 possui uma mensagem direta sobre beleza, sem contar as mensagens indiretas. (About-Face)

A redução ou aumento dos seios representa 60% das cirurgias plásticas. O dobro da procura por uma lipoaspiração. (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP)

No Brasil, 80% das próteses de silicone são usadas em cirurgias 
plásticas para erguer e arredondar mamas femininas. O uso da prótese de silicone nas nádegas aumentou 30% depois do fenômeno Carla Perez. (1999, SBCP)

Em 1998, 12.000 mulheres fizeram implantes de silicone, a um preço 
médio de 7000 reais. Em 99 as expectativas eram de um aumento para 15.000 - uma enormidade, comparada aos 3000 implantes feitos em 1995, e cada vez mais perto das 20.000 operações anuais de redução de seios. (SBCP)

O governo norte-americano afirma que 67% dos implantes de silicone acabam se rompendo. (Junho, 2000) Os implantes mais recentes, de silicone mais fino para dar uma aparência mais natural, são os que mais rasgam. (FDA - Órgão de regulamentação dos medicamentos nos EUA)

Em 98 foram realizadas, no Brasil, nada menos que 150 mil operações estéticas (o maior índice mundial, em relação à população) e o dobro de reparadoras, conforme as estimativas. 

As estatísticas informam que o peso das mulheres que saem nas capas de revistas e comerciais de TV é inferior em, no mínimo, 23% da mulher média ocidental européia e americana.

Em 1994, a indústria do perca-peso movimentou uma quantia estimada em $32.608 bilhões de dólares. (Marketdata Enterprises, Inc.)

Home